Portfólio Marinilda Boulay

Com versatilidade,  alegria e simplicidade das cores e traços, as obras inspiradas nas bananeiras nos conduzem à uma imersão em problemas sociais e ambientais tipicamente brasileiros.

Uma mulher embananada. Que marca eu uso hoje?", 2020. AST, máscara em papel vegetal, 150 x 73 cm.
Retrato da artista quando jovem com máscara, na Ilha do Bananal, 2020. AST, 120x80cm.
Uma xamã brasileira, 2020. AST, 90x50cm
“Nosso corpo é natureza. Para Tito Lobo sem máscara”, obra realizada com tinta acrílica sobre tela (40 x 30 cm), em 2019/20,
“Expulsão do paraíso @ covid 19: na saída escolha sua máscara”, 2020. AST, 100x100 cm.
B de bananal, a Viagem da planta: Território nosso corpo nosso espírito, 2020. AST, 100 x 140 cm.
Lado I - Folhas livres de bananeira com seriemas, 2020. Acrílica sobre madeira , 120 X 90 cm, frente e verso.
Lado II - O pássaro canta para o menino, que está ao lado dele na gaiola: - Quando acabar a pandemia saímos juntos daqui?, 2020. Acrílica sobre madeira, 120 x 90 cm, obra em frente e verso.
O gancho do bananal: um pássaro ou um peixe?, 2020. Acrílica sobre gancho de ferro, 25 cm de diâmetro.
O descanso da enxada 2020. Acrílica sobre enxada de ferro, 24 x 25 cm.
A pá do bananal, 2020. Acrílica sobre pá de ferro, 30 x 20 cm.
O tucano guloso, 2020. Acrílica sobre enxada de ferro, 25 x 20 cm.
Nossas florestas em chamas, 2020. Bordado sobre tecido de algodão com basidor, 20 cm de diâmetro
Bananeira ao entardecer líquido, 2021. Aquarela sobre papel, 11 x 14 cm.
Flor e pétalas de bananeira, 2020. Escultura em cerâmica, queima em baixa temperatura, 10 x 60 x 20 cm
I - Flor de bananeira
II - Pétala de flor de bananeira
III - Pétala de flor de bananeira
Folhas de bananeiras, 2020. Escultura em argilha, queima em baixa temperatura. 10 x 100 x 50 cm
Detalhe
Folha de Bananeira I
Folha de bananeira II
Folha de bananeira III
Bananeira que já deu cacho, 2021. Escultura em cerâmica, queima em baixa temperatura e engobe. 40 x 20 x 15 cm.
Outro ângulo da mesma escultura.

As obras acima apresentadas e outras de  artistas de todo Brasil e internacionais convidados por Marinilda Boulay foram impressas em cetim compondo uma instalação ao ar livre criada pela artista. Esta instalação realizou uma itinerância em 4 bairros da zona rural da cidade de Socorro-SP,  que pode ser vista abaixo nos videos aqui apresentados.

Os vídeos foram realizados por Simone Saul, com música de Daniel Murray – Septeto Autoral. 

Instalação B de Bananal em itinerância.
B de Bananal - Galeria viva

Visita à exposição B de Bananal

Marinilda Boulay, 1960 Socorro, SP. Reside em Socorro-SP

Prêmios

2020

– Edital ProAC LAB Expresso – Aldir Blanc – Eixo Premiação Artes Visuais no Estado de São Paulo – Para realizar a itinerância da exposição individual “B de Bananal”

2019

– ProAC – Programa de Ação Cultural – Governo do Estado de São Paulo para a realização da exposição individual B de Bananal

Prêmio ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo para a realizar a curadoria da exposição Benzedeiras, tradição milenar de cura pela fé.

2018

– Prêmio Culturas Populares, oferecido pelo então Ministério da Cultura brasileiro, para a realização da exposição Congada, cortejo de cores e devoção.

2017

– Prêmio ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo para a realização do projeto “Congada, cortejo de cores e devoção”, compreendendo a curadoria da exposição de mesmo nome.

2016

– Prêmio ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo para a realização do projeto “Congada, congadinha”

2014 Prêmio ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo para a realização do projeto “Fitas e Flores”

Exposições

2021

Individual “Itinerância B de Bananal” – ao ar livre na zona rural de Socorro-SP e no Museu do Sol-Penápolis (maior coleção de arte naïf da América Latina)

Curadoria Salão Paulista de Arte Naïf – MAS-SP (Museu de Arte Sacra-SP)

2020

Individual B de Bananal – MM-Socorro-SP

Festival de Arte Naif – coletiva Katowice Polônia

– FIAN- MIANM FIAN – Festival Internacional de Arte Naif de Guarabira – Paraíba e MIANM – Museu Internacional de Arte Naif de Magog no Canadá. 

2019

– II FIAN – Festival Internacional de Arte Naif. Guarabira- PB.

– Raízes da Arte Naif. Curadoria de Paulo Dud. Participação com obras em pintura. Assembleia Legislativa de São Paulo-SP e Embu das Artes-SP

– 2a BÏNaif – Bienal Internacional de Arte Naïf Totem Cor-Ação, concepção e realização, participação com obra

– Les Rendez-vous des naifs – Participação com obras em pintura. Verneuil-sur- Avre – França

2018

– Festival de Arte Naif –  mostra internacional, a mais importante da Europa, participação com obras em pintura. Katowice Polônia.

I FIAN – Festival Internacional de Arte Naif. Participação com obras em pintura. Guarabira- PB.

– Festival de Arte Naif – Participação com obras em pintura. Katowice Polônia

2017

– 1a BÏNaif – Bienal Internacional de Arte Naïf Totem Cor-Ação, concepção e realização ao lado de Rosângela Politano.  Obra em pintura exposta. Socorro-SP

 

 

Artista visual, ceramista,  curadora e pesquisadora Marinilda Boulay é também produtora cultural, e presidente do ITC, Instituto Totem Cultural, associação, que promove  o voluntariado, e editora de Socorro-SP, onde a artista nasceu, e mora hoje num sitio orgânico que abriga seu ateliê com uma vista de 360° para as montanhas entre São Paulo e Minas Gerais. Autodidata, a imersão nessa flora influencia suas produções. 

As obras apresentadas neste portfólio compuseram a exposição individual da artista “B de Bananal”. Premiada em 2020 pelo ProAc – Programa de Ação Cultural -Município de Socorro-SP, e em 2021 pelo ProAC Expresso LAB da Secretaria da cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo.

A B de Bananal é composta por pinturas sobre tela, sobre madeira, e sobre ferramentas de trabalho usadas no manejo dos bananais como pás, enxadas e ganchos; do mesmo modo que aquarelas, bordados e esculturas em cerâmica. 

Uma instalação circular foi concebida pela artista com suas obras e de artistas convidados impressas sobre cetim. Além de ser apresentada na exposição em Museus, com ela a artista realizou uma itinerância ao ar livre na zona rural da cidade de Socorro-SP.

A cultura caipira do interior do Estado, marcada por festas juninas, congadas, catiras, e benzedeiras, são temas constantes de suas criações, ao lado da sua ancestralidade, que sempre se mostrou presente. Como grande parte dos brasileiros, tem uma bisavó indígena catequizada, Brandina Maria de Jesus; uma avó benzedeira, Clarinda Pedroso, e sua mãe Leonor A. Bertolete, recebeu com seu projeto “Congada nas escolas”,  o Prêmio Culturas Populares, da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do antigo Ministério da Cultura (SCDC/MinC). 

A natureza tropical, a cultura tradicional e popular movem a artista em direção à criação, e apesar de ter um Doutorado no Instituto de Estudos Portugueses e Brasileiros na Sorbonne em Paris, onde morou 12 anos, Marinilda Boulay  expressa-se essencialmente pela arte dita « naïf ».

Para conhecer alguns projetos desenvolvidos pela artista em torno da cultura tradicional acesse os videos abaixo.

Visite a exposição "Benzedeiras tradição milenar de cura pela fé" com curadoria de Marinilda Boulay